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JUSTIÇA DECIDE QUE HOMEM QUE ATEOU FOGO NA COMPANHEIRA EM MARINGÁ NÃO TEVE INTENÇÃO DE MATAR A MULHER
Uma decisão da 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Paraná definiu que José Rodrigo Bandura não vai mais responder pelo crime de tentativa de feminicídio. Ele é acusado de ter ateado fogo na ex-companheira em junho de 2025, em Maringá.
No acórdão publicado no dia 15 de maio, os desembargadores Miguel Kfouri Neto, Mauro Bley Pereira Junior e Rotoli De Macedo votaram a favor do recurso apresentado pela defesa de Bandura e mudaram a tipificação do crime para lesão corporal grave.
Na decisão, o relator reconheceu o argumento da defesa de Bandura, de que ele se arrependeu logo após atear fogo na mulher e, imediatamente, a ajudou. Por isso, o desembargador considerou que ele não teve a intenção de matar a ex-companheira.
"Ainda que esteja comprovada a autoria delitiva, inexistem nos autos indícios, ainda que mínimos, acerca do ânimo de matar do recorrente, restando demonstrado que ele agiu com vontade de lesionar a vítima. [...] Com efeito, a prova produzida indica que, logo após dar início às chamas, o réu passou a agir no sentido de conter o resultado por ele próprio desencadeado. Em seu interrogatório, afirmou que tentou apagar o fogo imediatamente, auxiliando a vítima, conduzindo-a até a piscina, onde as chamas foram extintas. Acrescentou que permaneceu ao seu lado durante todo o tempo, prestando auxílio contínuo após o ocorrido", considerou o relator na decisão.
Procurado para se pronunciar sobre o caso, o TJ-PR informou que o processo está em sigilo, mas confirmou que Bandura continua preso preventivamente. O tribunal também informou que o caso tem indicação para ir a júri popular, mas ainda não há previsão de quando isso deve acontecer.
O Ministério Público do Paraná (MP-PR) disse em nota que os autos do processo foram remetidos na terça-feira (19) ao setor de Recursos Criminais, que vai analisar a possibilidade de recurso da decisão. Disse também que a 23ª Promotoria de Justiça de Maringá vai se manifestar nos autos do processo pela manutenção da prisão preventiva do acusado.
A ex-companheira de Bandura sobreviveu ao ataque, mas teve 30% do corpo queimado e passou mais de 40 dias internada.
a vítima, que não quis ser identificada, disse que recebeu a notícia com "muita revolta e desespero".
"Tenho medo mesmo de que ele saia, de uma possível soltura dele e de que ele concretize aquilo que ele tentou fazer. Só o fato de ele ter jogado álcool e ter ateado fogo já é uma situação que é clara de que ele tentou me matar", disse a mulher.
Fonte: g1
Data: 21/05/2026 12:34:19
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